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A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA EM UMA SOCIEDADE INCLUSIVA (Neide I. Bueno Machado, professora da APAE)

Não se pode dizer que a inclusão seja utopia, ou que não se concorda com ela por causa da realidade que esta imposta. É comum ver professores dizerem que não concordam com a inclusão. Na verdade há um receio por parte dos educadores de que a inclusão recaia somente sobre sua responsabilidade. Não se descarta algumas iniciativas políticas verificadas no Brasil que tem deixado toda a responsabilidade pela inclusão nas mãos dos professores. Nesse caso não é a inclusão que está incorreta, e sim a política por traz dela. Portanto não é só colocar a criança ou o jovem na escola e deixar que o professor se encarregue de tudo, muitas vezes, nem os hábitos de higiene ou alimentação lhe são ensinados pela família, entendemos que é na família que são desenvolvidos valores hábitos e idéias sobre as coisas e o mundo.         É na família que aprendemos a nos relacionar com os outros. Portanto, a construção dessa sociedade inclusiva começa em casa. Os pais e as próprias pessoas com deficiência são seus principais agentes. Em uma sociedade inclusiva, a relação dos profissionais com os familiares deve ser de cooperação, juntos na direção do atendimento as necessidades especiais da criança ou da pessoa portadora de necessidades especiais.         Os pais esperam da escola, compreensão, consolo, incentivo, momentos para trocas, palavras de esperança, pessoas que escutam e pessoas com quem possam dividir responsabilidades.          Os professores e profissionais esperam dos pais, interesse, compreensão, informações corretas do que é realizado em casa com a criança, otimismo em relação ao desenvolvimento do educando e cooperação para o alcance dos objetivos.          Uma das funções importantes dos familiares e, em particular, da família de pessoas com deficiência é favorecer a participação dos filhos em todos os espaços da comunidade, seja em passeios, levando-os as compras, ensinando-os  a tomar um ônibus, enfim que se tornem mais independentes possíveis.          Essa aprendizagem é tão importante quanto à capacidade de ler, escrever ou trabalhar.           Educação inclusiva não quer dizer somente aceitar a diferença, mas também potencializar os sujeitos para as transformações sociais.